Um pouco de história...

    Muito distante, no ano de 1940, um grupo de idealizadores (professor Ataliba Neme, Alfredo Xavier Maia, Francisco Calomeni, Adherbal Costa, Antonio Rodrigues Sobrinho e Aldejar Maia Rodrigues), fundaram em São Fidélis, modesto curso denominado Ateneu Martins Fontes – generosa semente do Colégio Fidelense, com o objetivo imediato a habilitação de alunos ao ingresso no curso ginasial; num segundo plano, este mais ambicioso e ousado – a curto prazo a evolução do Ateneu em Ginásio.  Empreendimento áspero e muito desafiador, mas nem por isso foi abandonado.

    Difícil foi a tarefa, pois muitos foram os fatores adversos, entre eles, a dificuldade de recursos financeiros, de materiais, falta de equipamentos, precariedade de instalações e escassez de pessoal.  Tais problemas exigiram trabalho e paciência, porém não geraram desânimo.  E as barreiras foram aos poucos sendo superadas.

    Enquanto prosseguiram as atividades escolares do Ateneu eram tomadas as devidas providências para o segundo objetivo da instituição.  Depois de vários entendimentos, a sociedade responsável pelo curso decidiu pela reforma das bases físicas, aquisição de material e equipamentos e a seguir a seleção de pessoal.

    Tais medidas foram imprescindíveis para o pedido de reconhecimento oficial do curso secundário.

    Já no fim do mesmo ano o Ministério da Educação designou funcionários para verificarem as condições gerais do estabelecimento.  Seguiu-se a isto o pretendido reconhecimento sob o regime de inspeção preliminar, ou seja, um “estágio probatório”.  Surgiu então o Ginásio Fidelense.

    Em março de 1941, iniciaram-se as aulas, ministradas a três séries: a primeira integrada pelos alunos que já estudavam no Ateneu e aprovados no exame de admissão; segunda e terceira formadas por numerosos estudantes transferidos de estabelecimentos de outras localidades.  A partir de 1942, passaram a funcionar todas as séries.

    Poucos anos depois, o regime de inspeção permanente tornou-se uma realidade.  Estava assim consolidada a obra e coroados os esforços e sacrifícios que foram despendidos para que esse sonho se concretizasse.

    Em 1949, criou-se o Curso Normal, aprovado pela Secretaria de Educação do Governo do Estado do Rio de Janeiro, começando a funcionar em 1950.

    Mais tarde, com o reconhecimento do Ministério da Educação, o Curso Científico, que funcionou o primeiro ano em 1957 e por circunstâncias relevantes, foi logo extinto.

    No mesmo ano (1957) fatos novos geraram a transferência da propriedade do Colégio. Houve então o cuidado de colocar o Educandário em mãos dignas e firmes. Não existia entidade com melhores credenciais que a Mitra Diocesana de Campos. Ela aceitou o encargo e assumiu-o em 1958.

    No ano de 1985 o Colégio recebeu uma verba da Alemanha para a construção do segundo andar. Foram construídas várias salas de aula, banheiros masculino e feminino, biblioteca, sala de informática e laboratório de ciências.

    E o tempo passou..

    Foram anos de muitas lutas, mas também de muitas vitórias.

    O Colégio Fidelense hoje é uma instituição com bases sólidas que tem como filosofia uma consciência em formar homens livres ajustados à sociedade em que vivem e instrumentalizados para a necessária adaptação as sucessivas mudanças que nela se verificam...